CCFB promove abertura do Centro de Mediação

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A Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB) realizou um coquetel no Espaço Cultural La Maison, no Centro do Rio, para marcar o lançamento do Centro de Mediação. A ocasião inaugurou oficialmente o novo serviço da instituição voltado para associados, comunidade empresarial e profissionais interessados na formação de mediador e em procedimentos de mediação. Entre os convidados, estavam a diretora do Centre de Médiation et d’Arbitrage de Paris (CMAP), Sophie Henry, parceiros, membros de empresas associadas e participantes do curso oferecido pela Câmara em abril passado.

Na abertura da cerimônia, Brice Roquefeuil, Cônsul-Geral da França no Rio, falou sobre a importância da criação do Centro de Mediação da Câmara França-Brasil (CM-CCFB), em uma ação inédita da instituição no Brasil. “Hoje, é o nascimento do Centro de Mediação da CCFB, que é um grande parceiro do Consulado neste projeto que faz muito sentido aqui no país, não só para as empresas francesas, mas para empresas brasileiras e estrangeiras”.

Para Claudine Bichara, presidente da Câmara de Comércio França-Brasil do Rio e vice-presidente do CM-CCFB, a iniciativa representa uma grande conquista. “A Câmara sempre buscou atender as demandas formuladas e latentes de seus membros. Ansiamos pelo atendimento aos nossos associados e, por isso, fomos em busca de serviços que estejam dentro da nossa missão, que consiste em facilitar os negócios e a vida empresarial de nossos membros”, comentou.

Segundo Claudine, é normal existir conflitos intra e interempresas, entre fornecedores e parceiros, funcionários e chefias, e por essa razão, a CCFB encontrou na mediação uma ferramenta poderosa para exercer sua função de facilitadora, papel que se propõe a desempenhar em diversas áreas.

Para a diretora do Centre de Médiation et d’Arbitrage de Paris, Sophie Henry, a experiência na França comprova os ganhos e avanços que a mediação tem proporcionado ao setor empresarial. “O CMAP fez 20 anos em 2015 e, assim, começamos a consolidar experiência na área. Sabemos que toda atividade comercial gera litígios e por isso é importante resolvê-los de maneira econômica e relevante, através da mediação, que não dura mais de 15 horas e é confidencial”, explica Sophie. A diretora acrescentou que os custos de litígio precisam ser reduzidos ao máximo para que os recursos das empresas sejam voltados para o crescimento e garantir a perenidade das relações comerciais. “É importante ganhar mais mercado e não litígios”, ressaltou.

Outro ponto destacado é a importância de manter as relações entre as empresas. “Na mediação, não existe um vencedor ou derrotado, apenas resoluções. Temos, com isso, uma mudança de cultura. Trata-se de privilegiar o diálogo, a responsabilidade e o acordo, para se chegar a uma solução satisfatória para as duas partes. A mudança é válida para o CEO de uma empresa e para um juiz. Também para os advogados que vão precisar priorizar o acompanhamento dos clientes”, afirma Sophie.

O advogado e mediador, Carlos Roberto Siqueira Castro, presidente do CM-CCFB, comentou que foram necessários quase dois anos para finalizar o projeto do Centro, que ganhou força com o estabelecimento do marco regulatório da mediação no Brasil. “Estamos todos contagiados pelo gigante instrumento da mediação, que exige intensa formação técnica multidisciplinar e acúmulo de experiência. Sabe-se que em nosso país, com 206 milhões de pessoas, tramitam em diversas instâncias do poder judiciário cerca de 100 milhões de processos, ou seja, quase dois processos por habitante, o que representa um desafio gigantesco e de difícil administração se comparado às estatísticas judiciárias das nações desenvolvidas”, revelou.

Segundo o presidente do Centro, o mediador é um grande colaborador para as partes, pois permite que possam caminhar de uma forma transparente em direção a um acordo e defende a importância do advogado neste papel. “O advogado também tem sua relevante presença na resolução de conflitos, porém, com uma postura diferente, reeducada, como alguém que vai contribuir para a construção da solução de consenso pelas partes. Ele tem um papel mais discreto, mas não menos importante”, ressaltou.

Ao comentar sobre a intenção de firmar um convênio com o Tribunal de Justiça, Castro passou a palavra para o desembargador Celso Cury, que encerrou a cerimônia defendendo a utilização da mediação como exercício de cidadania e formação cultural, destacando a intensão de fortalecer laços com o CM-CCFB.

 

SOBRE O CENTRO DE MEDIAÇÃO CCFB
O Centro de Mediação da Câmara de Comércio França-Brasil (CM-CCFB) foi criado com o objetivo de estimular a adoção da mediação como uma forma alternativa de solução de conflitos diante do crescente desenvolvimento das relações comerciais entre o Brasil, a França e outros países, atendendo a demanda por trocas consensuais, céleres e menos onerosas para resolução de controvérsias no âmbito empresarial. Apoiado no sucesso da experiência francesa, na expertise de parceiros e de seu corpo técnico altamente qualificado, especialmente através do convênio celebrado entre a CCFB e o CMAP da França, o CM-CCFB busca colaborar para o fortalecimento da mediação como um instrumento eficaz na solução de conflitos, geração de benefícios mútuos e manutenção de relações comerciais douradoras.

Para conhecer o corpo de mediadores e saiber mais sobre o Centro de Mediação da CCFB, acesse o site: centrodemediacaoccfb.com.br 

 

 

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